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Resenha - Cidades de Papel



Carol Fernandes Blog

Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre (...), meu milagre foi o seguinte: de todas as casas em todos os condados da Flórida, eu era vizinho de Margo Roth Spiegelman" 


Cidades de papel conta a história do menino Quentin, apelidado de “Q”, e do seu milagre: uma menina chamada Margo.

Em uma noite, supostamente aleatória, Margo aparece na janela de Q dizendo que precisa completar 11 coisas aquela noite para se vingar da traição de seu namorado e, no dia seguinte de sua vingança, ela desaparece.

A partir daquele momento, Q acha que ele ter sido o último a vê-la foi algum tipo de sinal, algum tipo de mensagem “venha me encontrar”, e é isso que ele faz: ele começa a procurar pistas, junto de seus dois melhores amigos para encontrar Margo.

“Uma cidade de papel para uma menina de papel. (…) Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente."

No começo você começa a pensar o quão clichê esse livro é: a menina popular perfeita que todo mundo ama e o loser que todo mundo ignora, mas aí se você prestou um pouquinho a mais de atenção, a história é sobre exatamente isso e o quão problemático isso possa ser. É sobre ela ser extremamente perfeita por fora mas completamente bagunçada por dentro e ninguém nem perceber; sobre sentir  que ninguém realmente se importa com você ou te entende de verdade. Basicamente como um "eu sou muito mais do que minha aparência e o que os outros pensam sobre mim". 

“Isso sempre me pareceu tão ridículo, que as pessoas pudessem querer ficar com alguém só por causa da beleza. É como escolher o cereal de manhã pela cor, e não pelo sabor.”

Eu adorei a narrativa do John (lembrando que foi o primeiro livro dele que li) mas achei meio cansativa em alguns momentos.

O livro já foi adaptado para o cinema e já está disponível em DVD. 

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